Ciao!

Um dia, dois sujeitos que não se conheciam pessoalmente, cruzaram-se pela internet em sites de genealogia e descobriram que não tinham alternativa senão considerarem-se primos… O problema é que até hoje não encontraram o elo perdido, o ancestral que une suas ascendências.

Mas isso não os impediu de criarem um site – http://www.familiafagnani.com.br – para procurarem não só reunir possíveis parentes espalhados pelo mundo, como também descobrirem esse misterioso ancestral comum.

Por motivos vários, o site precisou ser encerrado, deixando os Fagnani sem um foco na internet.

Com a facilidade proporcionada pelos blogs, agora o site ressurge na forma do https://familiafagnani.wordpress.com que você está lendo. A propósito, a foto do cabeçalho é nossa pequena Pescopennataro. Linda, não?

É Fagnani ou parente de algum? Conhece um Fagnani? Participe!

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Molise

Como veremos em seguida, é na região de Molise que se concentraram os Fagnani do nosso ramo. Molise é a mais nova região italiana, criada em 1963. Em 1806, foi criada a província de Molise, com dois distritos (atuais Províncias da Região de Molise): Campobasso (hoje capital regional) e Isernia. Entre 1864 e 1963, sua área fazia parte da extinta Região de Abruzzi e Molise. Tem 136 municípios, a maioria de pequeno porte. A região é montanhosa, e a economia, que no passado dependia do trânsito de pastores e seus rebanhos entre Abruzzo e Apulia, ainda é agrária, embora a indústria alimentícia esteja se desenvolvendo rapidamente.

Historicamente, após a queda do Império Romano em 476, Molise foi invadida pelos godos (535 d.C.) e depois pelos lombardos (572), sendo anexada ao ducado de Benevento. Com as invasões dos sarracenos, que em 860 destruíram Isernia, Telese, Alife, Sepino, Boiano e Venafro, teve início um período difícil para a região. No século 10, eram nove os condados: Venafro, Larino, Trivento, Bojano, Isernia, Campomarino, Termoli, Sangro e Pietrabbondante. Em 1095, o mais poderoso deles, Bojano, passou ao domínio do normando Hugo I de Molhouse, que provavelmente deu nome à região; seu sucessor Ugo II foi Conde de Molise em 1144. No século 16, Molise foi incluída na Província de Capitanata (Apulia) e tornou-se Província autônoma da região dos Abruzzi em 1806, como dissemos antes.

As condições econômicas da população pioraram muito no século 19, e, sob o recém-estabelecido reino da Itália em 1861, a emigração – para outros países e para cidades italianas mais industrializadas – aumentou muito.[i] A Segunda Guerra provocou grandes destruições na região, até a chegada dos Aliados em Termoli em setembro de 1943.

A Província de Campobasso está dividida administrativamente em 84 municípios.[ii] Tem área de 2.909 km² e uma população de 235.452 habitantes segundo o recenseamento de 2000. Esse território atual não é o mesmo do passado: após a unificação da Itália em 1861, os limites da região de Molise foram fixados ao longo dos rios Fortore e Volturno, e a região ficou unida aos Abruzzo por um século. Após a Segunda Guerra, o movimento pela autonomia da região aumentou, e em dezembro de 1964 Molise foi declarada região independente com uma Província, tendo por capital Campobasso. Em 2 de fevereiro de 1970, 52 municípios dessa Província foram separados, e uma nova Província, Isernia, foi criada.

Dentre esses municípios, interessa-nos Campobasso. Situa-se a 701 m de altitude na crista montanhosa entre as bacias dos rios Biferno e Fortore e conta hoje uns 51 mil habitantes. A cidade foi construída ao redor da colina do Castelo Monforte, datado do século 9 e reconstruído no século 16. Na parte antiga da cidade fica a bela igreja de Santo Antonio Abate (séc. 16) e as igrejas romanas de São Jorge e de São Bartolomeu. Foi centro medieval e parte do ducado lombardo de Benevento. A partir do século 11, beneficiou-se da fortuna do Reino da Sicília (mais tarde, de Nápoles e das Duas Sicílias), embora tenha sido dominada até o século 17 por diversos senhores locais, dentre os quais o mais famoso foi Monforte. Uniu-se ao Reino da Itália em 1860. O setor agrícola ainda é o mais importante, pois a atividade industrial limita-se a pequenas fábricas, dedicadas ao processamento de produtos agrícolas-moinhos, destilarias e azeite. Conta ainda com a produção artesanal de facas e tesouras. Foram nativos famosos Achille Sannia (matemático, 1823-1892), Antonio Nobile (astrônomo, 1794-1863), Francesco d’Ovidio (escritor, 1849-1925), Pasquale Albino (historiador, 1827-1899) e Francesco Pietrunto (cirurgião, 1785-1839).

No meio dos Apeninos, entre o Tirreno e o Adriático mas sem conexão com o mar, o território da Província de Isernia – onde foi registrada a mais antiga presença humana na Itália –exibe assentamentos pré-históricos, fortalezas samnitas, cidades romanas, castelos medievais, igrejas e cenários verdejantes. A economia do passado também deixou suas marcas, pois, duas vezes ao ano, todos os anos, milhares de pastores dos Abruzzo e de Molise desciam até as planícies e voltavam depois aos pastos montanheses: são mais de 100 km de estradas de grama, com mais de 100 m de largura. É composta por 52 municípios.[iii]

Nessa província, destaca-se Isernia, situada a 423 m de altitude em uma colina que separa os rios Carpino e Sorde. Antes centro samnita (antigo povo montanhês da Itália) com o nome de Aesernia, foi colonizado por Roma desde 263 a.C., tornando-se importante interseção de rotas. Isernia foi dominada pelos godos, bizantinos e lombardos e destruída no início do século 9 pelos sarracenos. Foi reconstruída no século 11, pertencendo desde então ao Reino da Sicília até a unificação com a Itália. A economia é agrícola, mas o setor público tem se expandido desde o estabelecimento da Província de Isernia em 1970; a produção de rendas é tradicional da região. São famosos Andrea d’Isernia (jurista, sec. 13) e Pietro Angeleri (Papa Celestino V, f. em 1296).

Pescopennataro

É em Pescopennataro – ou apenas “Pesco”, para os locais – que se concentram os nossos Fagnanis, e portanto é nessa pequena comuna que concentraremos os estudos.

Pré-história

As mais antigas manifestações humanas datam do Paleolítico Inferior: foram encontrados, na localidade de Prato Martello, muitos instrumentos de pedra datados entre 300 e 100 mil anos.

Nome

O centro urbano, situado sobre um espigão rochoso, existe desde a era normanda (séc. 11). No começo da Idade Média, era “Terra Burrelenzis”, ou seja, propriedade dos Borrello, família que no século 13 também dominava Sant’Angelo del Pesco (ver).

Quando era feudo de Raul de Courtenay (1268-1284), chamava-se “Pesco lo Pignataro”; passou depois à família dos Sabran ou Sabrane (1309-1343). Nos Registros Angionini de 1315, era “Pesculum o Pennataro”. O topônimo “Pesco” deriva de sua posição na parte posterior de grandes massas rochosas; o topônimo “Pignataro” ou “Pennataro” deriva, segundo uns, do nome de um antigo senhor das terras (“Pignatelli”, adiante); segundo outros, de uma fábrica de cerâmicas  (pignatte). Esta última hipótese é mais provável, pois os Caracciolo-Pignatelli só dominaram a cidade nos séculos 17 e 18. Há ainda a etimologia latina  “Pesculum Castrum Pugnataro”, que significava campo pronto a combater (ou campo de pedra), baluarte estratégico na defesa do famoso Ateleta–Biferno. Outras variantes: Pesclo Pignataro, Pesclum Pennataro, Pesclum Pignatarum.

História

No final do século 14 pertencia aos Cantelmo. Por volta de 1450, eram 32 as casas. Até 1465, foi dos Caldora, depois dos D’Afflitto (1465-1605), dos Caracciolo-Pignatelli di Celenza (1605-1747), e, até a abolição do sistema feudal no início do século 19, da família Del Monaco (1747-1806). Em 1807 a comunidade pertencia ao departamento do Sangro, passando depois ao distrito de Isernia. Em 1811 foi agregada a Sant’Angelo del Pesco, tornando-se comuna autônoma em 1º de maio de 1816. Entre 1829 e 1893 foram muitas as disputas jurídicas sobre propriedades.

A pedra

O lugar foi conhecido durante séculos por causa de seus escultores, pedreiros e artífices em pedra, que desenvolveram seus ofícios em virtude das ricas pedreiras da região.

“La città è tutta di pietra; pietra chiara, dura di minutissima grana adatta all’arte degli impareggiabili scalpellini di Agnone e di Pescopennataro, che hanno scolpito questi fregi araldici dei portoni, tagliati con grazia i sostegni dei balconi e delle finestre”.  (De Viaggio in Molise).

Seus escultores trabalharam e deixaram preciosos testemunhos arquitetônicos no mundo todo. Contudo, a origem do artesanato em pedra da região se perde na história. Os artífices em pedra, ditos scalpellini, trabalhavam um pouco em todas as localidades de Molise. Os professores ensinavam a arte – cobrando pelas aulas! – aos aspirantes, que vinham de toda a região. A presença de uma forte concentração de atividades no campo artístico está documentada desde os séculos 15-16. As principais atividades eram a pintura e a escultura, na qual se compreende o artesanato artístico em pedra. A região era abundante em matéria-prima de boa qualidade.

E é assim que em cada localidade de Molise, a pedra trabalhada, imutável no tempo e encastoada em um portal ou muro, testemunha a existência, atual e remota, da arte popular do scalpellino.

Fagnanis em Pescopennataro

É relativamente antiga a presença dos Fagnani em Pescopennataro, embora ainda não tenhamos podido precisar quando, exatamente, teriam chegado os primeiros a essa comuna. Sabemos, porém, que lá já estavam desde o século 17, como se depreende de uma inscrição na Igreja Paroquial “S. Bartolomeu Apóstolo”: no altar-mor, lê-se

D. LAURENTIS FAGNANUS

ARCHIP ET DOM DE PETRO

A.D. 1699

ou seja, “D. Lourenço Fagnani, arcipreste e dom de Pescopennataro, A. D. 1699″.

Ao longo de todo o período posterior, ou seja, século 18 em diante, são muitos os Fagnani scalpellini arrolados por Mario Di Tullio em seu livro, já citado. Muitos dos nomes remetem-nos a possíveis descendentes, uma vez que se repetem com freqüência.

Encontramos, por exemplo, Domenico Fagnani (*1745) irmão de Felice, e muitos do mesmo nome, como Domenico (*1830) pai de Filandro (*1861), Domenico (*1831 – †1901) com seus filhos Pasquale (*1863), Eugenio (*1871) e Alfredo (*1874), Sabatino Domenico Fagnani (*1853), Domenico Caramuele Fagnani (*1865).

Outros Fagnani scalpellini biografados no livro mencionado: Aliquinto (*ca. 1750), Francesco (*1760 – † 1830), Giovanni (*1820 – †1906), os irmãos Dionísio, Pasquale, Gaetano e Celestino (nascidos entre 1845 e 1856), Angelomaria (*1858 – †1909), Luca (*1874 – †1959), Raffaele (*1879 – †1960), Eugenio (*1890 – †1980), os irmãos Pasquale e Giuseppe (*ca. 1850), Gabriele Giuliano (*1876 – †1964), Luigi (*1889 – †1940), Urbino Leonello (*1901 – †1982), Amos (*1901 – †1985), Odorico Erasmo (*1919), Nunzio (*1927).

Natureza

O centro habitado surge sobre uma tríade rochosa, com belíssimas vistas (Belvedere Torrione). A cidade é cercada por bosques frondosos (os “Abeti Soprani”), com fauna selvagem e muitas aves de rapina. É um belo lugar para passeios a cavalo. Situada a uma altitude de 1.168 m acima do nível do mar em área montanhosa, tem hoje uma população de pouco mais de 400 habitantes. Em 1901, eram 1553 moradores, e o ano em que sua população atingiu o apogeu foi 1823, com 2141 almas.

Seu santo padroeiro é São Lucas, com festa em 18 de outubro. São atrações locais a igreja da paróquia de São Bartolomeu Apóstolo, erguida em 1654, e a capela e eremitério de São Lucas. Em 16 de janeiro, há a festa de Santo Antônio: é feita uma grande fogueira na praça e são servidos pratos preparados com batata e lingüiça, segundo receitas locais.

Migração

A migração foi grande rumo às Américas, onde os pescolanos podiam encontrar mais liberdade e maior disponibilidade de recursos. Os “compari” (parentes ou amigos) já instalados na América convidavam muitos dos que ficavam a viajar, às vezes até mandando a passagem.

A emigração ficou mais intensa no início do século 20, especialmente para o Brasil, onde se estima que haja 300 “oriundi” de Pesco. Em São Paulo, principalmente, há várias obras de escultores e gesseiros pescolanos. Há ainda quem se lembre de migrações para a Argentina, mas não se sabe o número exato. Dos 61 sobrenomes encontrados hoje na cidade, há quatro famílias Fagnani e nada menos do que onze famílias Terreri, a mais numerosa depois da família Litterio.[iv] A população hoje é de ca. 400 almas, com 176 famílias e 358 casas.

Curiosidades

  • A mãe de Fiammetta, decantada por Bocaccio em célebres versos, possuía, entre outros bens, Pescopennataro, que lhe foi dada pelo rei Roberto em troca de seus favores amorosos.
  • Durante a Segunda Grande Guerra, a cidade foi arrasada, tendo sido completamente reconstruída. Entre os tesouros confiscados a Hitler após sua morte, foi encontrado em seu escritório um quadro com o título “Ataque a uma cidade da Itália Meridional”, que mostra Pescopennataro.

Acesso Rodoviário

Saindo de Roma ou de Nápoles, toma-se a Autostrada A1, saída S. Vittore na direção de Roccaraso Castel di Sangro; de Bolonha, Pescara ou Bari, toma-se a Autostrada  A14, saída Val di Sangro na direção de Roccaraso Castel di Sangro.

Sant’Angelo del Pesco

Esta é outra cidade importante para os nossos Fagnani, pois é praticamente uma continuação de Pesco. Uma irmã de Emilio morou lá.

Origem

Data o lugar do ano 1000, aproximadamente, quando era formado por um aglomerado de casas ao redor de um pequeno convento, anexo a uma igreja, e pode ter pertencido aos longobardos.

Nome

No início, chamava-se Sant’Angelo in Grifone. Em 1320 é mencionada como “Sanctus Angelus de Pesculo”, prenunciando o moderno nome.

História

Durante o período feudal, Sant’Angelo esteve intimamente ligada a Pescopennataro, tendo sido propriedade das mesmas famílias.

Natureza

Sant’Angelo del Pesco situa-se a 805 m acima do nível do mar, sobre colinas que se estendem pelo Valle del Sangro. Seus 1.545 ha de território recaem na área Sannita-Frentana dos “Carracini”. Conta hoje com uns 400 habitantes.

Tem como santo padroeiro São Miguel Arcanjo, com festa em 29 de setembro. Outras datas religiosas: Assunção (15 de agosto) e festa de São Roque (16 de agosto). A temperatura oscila entre -12 e +5° C no inverno e 15 e 25°C no verão. Como a vizinha Pescopennataro, é muito rica a flora arbórea da região. As principais atrações arquitetônicas são a Igreja de São Miguel e a Igreja da Virgem do Monte Carmelo.

Sant’Angelo del Pesco faz parte da Comunidade Montanhesa Alto Molise de Agnone, composta, além de Sant’Angelo, por Agnone, Belmonte, Castel del Giudice, Carovilli, Castel Verrito, Capracotta, Pietrabbondante, Pescopennataro, Poggio Sannita, San Pietro Avellana  e Vastagirardi.

Antes das guerras, contava com toda a necessária estrutura urbana: cemitério (desde 1883), iluminação (1924), rede de esgotos (1926) e de águas (1933).

Sant’Angelo, como Pescopennataro, perdeu boa parte da população para outras cidades ou países, com grande emigração: passou de 1.260 habitantes em 1901 para os atuais 400. Antes da guerra, muitos foram para os EUA, e depois de 1945, para a própria Europa, principalmente Suíça e França; são aproximadamente 400 estes emigrantes. A mais antiga colônia sangiolesa é a de Rank, Pensilvânia, com uns 300 oriundi, descendentes da primeira emigração do século 20. Também se encontram paesani na Venezuela (50), Brasil (10) e Canadá (50).

Os nazistas arrasaram 75% dos edifícios entre os dias oito e nove de novembro de 1943, e os fundos enviados pelos sangioleses radicados nos EUA foram fundamentais para a reconstrução da cidade.

O historiador local é Cesidio Delle Donne, que se dedicou à reconstrução e documentação da diáspora. Organizou mostras e publicou livros fotográficos (“Passatorama”, 1991; “Momenti”, 1994). Também tornou a introduzir a zootecnia na região, criando uma cooperativa de criadores (1973-78).

No verão, muitos emigrados aparecem na cidade, e em agosto há a “Settimana Santangiolese”, especialmente dedicada a eles. A Pro-Loco organiza várias manifestações culturais e recreativas: noites de música popular, noitadas de música popular, consagração das “fascarelli” (polenta típica local), torneios esportivos, mostras.


[i] No website da Ilha Ellis, que abriga os registros dos imigrantes chegados nos EUA, encontrei estes Fagnani procedentes da região de Campobasso e Isernia: (1) Carmelina, residente em Belmonte, Campobasso, chegou em 7/12/1907 pelo navio Re d’Italia, com 19 anos, solteira; (2) Domenico, de Pesco Pennataro, Churpiopo, Campobasso, chegou em 24/05/1910 pelo navio Berlin, com 5 anos; (3) Emilia M, de Pesco Pennataro, chegou em 16/03/1904 pelo navio Hohenzollern, com 41 anos, casada; (4) Filandro, de Pesco Pennataro, marido de Emilia (3), com 42 anos; (5) Nazario, de Pesco Pennataro, chegou em 29/04/1903 pelo navio Konig Albert, com 22 anos, solteiro; (6) Raffaele, de Vrivento, Campobasso, chegou em 30/10/1908 pelo navio Cretic, com 27 anos, casado; (7) Cristia, de Belmonte, Campobasso, deve ser irmã de Carmelina (1), mesmos dados, com 16 anos; (8) Giacinto, de Lucita, Campobasso, chegou em 04/08/1913 pelo navio Hamburg, com 22 anos, solteiro; (9) Domeni… (ilegivel), de Belmonte, Campobasso, chegou em 11/05/1910 pelo navio Prinzess Irene, com 39 anos, casado; (10) Elisabetta, de Pesco Pennataro, Churpiopo, Campobasso, deve ser a mãe de Domenico (2), mesmos dados, com 25 anos, casada; (11) Maria Teresa, de Pesco Pennataro, provavelmente filha de 3 e 4, com 7 anos; (12) Alfonso, de São Paulo (!!!), chegou em 10/03/1900 pelo navio Coleridge, com 26 anos, casado. Era pedreiro e foi morar com Luigi Fagnani, que vivia em Morristown, NY; (13) Martira, de Pesco Pennataro, chegou em 23/09/1916 pelo navio Duca degli Abruzzi, com 70 anos, viúva; (14) Pierina, de Pesco Pennataro, provavelmente irmã de Maria Teresa (11), com 10 anos. É pouco provável que esses Fagnanis emigrados para os EUA, especialmente aqueles naturais de Pesco Pennataro, não fossem parentes de Emilio. A lista completa também se encontra no trabalho.

[ii] Os municípios de Campobasso são: Acquaviva Collecroce, Baranello, Bojano, Bonefro, Busso, Campobasso, Campochiaro, Campodipietra, Campolieto, Campomarino, Casacalenda, Casalciprano, Castelbottaccio, Castellino del Biferno, Castelmauro, Castropignano, Cercemaggiore, Cercepiccola, Civitacampomarano, Colle d’Anchise, Colletorto, Duronia, Ferrazzano, Fossalto, Gambatesa, Gildone, Guardialfiera, Guardiaregia, Guglionesi, Jelsi, Larino, Limosano, Lucito, Lupara, Macchia, Valfortore, Mafalda, Matrice, Mirabello Sannitico, Molise, Monacilioni, Montagano, Montecilfone, Montefalcone nel Sannio, Montelongo, Montemitro, Montenero di Bisaccia, Montorio nei Frentani, Morrone del Sannio, Oratino, Palata, Petacciato, Petrella Tifernina, Pietracatella, Pietracupa, Portocannone, Provvidenti, Riccia, Ripabottoni, Ripalimosani, Roccavivara, Rotello, Salcito, San Biase, San Felice del Molise, San Giacomo degli Schiavoni, San Giovanni in Galdo, San Giuliano del Sannio, San Giuliano i Puglia, San Martino in Pensilis, San Massimo, San Polo Matese, Santa Croce di Magliano, Sant’Angelo Limosano, Sant’Elia a Pianisi, Sepino, Spinete, Tavenna, Termoli, Torella del Sannio, Toro, Trivento, Tufara, Ururi e Vinchiaturo.

[iii] Acquaviva d’Isernia, Agnone, Bagnoli del Trigno, Belmonte del Sannio, Cantalupo nel Sannio, Capracotta, Carovilli, Carpinone, Castel del Giudice, Castelpetroso, Castelpizzuto, Castel San Vincenzo, Castelverrino, Cerro al Volturno, Chiauci, Civitanova del Sannio, Colli a Volturno, Conca Casale, Filignano, Forli’ del Sannio, Fornelli, Frosolone, Isernia, Longano, Macchia d’Isernia, Macchiagodena, Miranda, Montaquila, Montenero Valcocchiara, Monteroduni, Pesche, Pescolanciano, Pescopennataro, Pettoranello del Molise, Pietrabbondante, Pizzone, Poggio Sannita, Pozzilli, Rionero Sannitico, Roccamandolfi, Roccasicura, Rocchetta a Volturno, San Pietro Avellana, Sant’Agapito, Sant’Angelo del Pesco, Sant’Elena Sannita, Santa Maria del Molise, Scapoli, Sessano del Molise, Sesto Campano, Vastogirardi, Venafro.

[iv] A relação completa é a seguinte (o número entre parênteses indica o número de famílias com o sobrenome): Amendola, Antenucci d’Abruzzo (6), Arduino, Bardelli, Bellisario (4), Beneduce (2), Bomtempo, Bonfiglio, Bontempo (5), Buccigrossi (2), Carfagna (4), Cenci (3), Ciampaglia, Contestabile, D’Ambrosio (4), D’Orazio, De Lollis, De Lucia, De Plato, De Simone (2), De Vincenzo (2), Del Corso (9), Del Papa, Di Cristino (2), Di Giulio, Di Maio, Di Muccio, Di Pietro, Di Rienzo (4), Di Stefano (3), Di Tullio (2), Fagnani (4), Falcione (3), Forgione, Frezza, Grande, Iacovetta, Lalli (3), Lapenna, Litterio (24), Madocci, Marchetti (6), Marcovecchio, Margiotta (8), Monaco (8), Monteneri, Pannunzio (2), Pasquarelli Carfagna (3), Rastelli, Ricci, Rosato (2), Salviani, Salzano, Santangelo, Santilli (2), Sciulli (10), Serafini, Tempesta (4), Terreri (11), Visco e Vitagliano.

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